Câncer de Próstata
A próstata é um importante órgão do aparelho reprodutor masculino e tem a função de produzir a secreção que participa do esperma, representando 30% do volume deste. Essa secreção serve como meio de transporte, alimento e proteção para os espermatozóides. Situada logo abaixo da bexiga e em frente ao reto, a próstata fica em volta da uretra, tem a forma de uma castanha e pesa em torno de 20 gramas. Com o passar dos anos, quase todos os homens apresentam um crescimento benigno da glândula, sem maior gravidade, mas que em um terço dos casos dificulta a expulsão da urina. Além do crescimento benigno, a próstata pode também dar origem a um tumor maligno, que de longe, é o mais freqüente no homem. Cerca de 400 mil pessoas com mais de 45 anos têm a doença e a maioria não tem conhecimento disso. Estima-se que um em cada seis homens pode ter câncer.
As causas do câncer da próstata são ainda ignoradas, sabe-se que a doença é mais comum quando existem casos familiares (pai, avô, irmão, tio,...) e que homens negros têm o dobro da incidência de câncer da próstata.
O câncer da próstata é curável em 70% a 90% dos pacientes, quando identificado em fases iniciais, ainda confinado à glândula. Contrariamente, o câncer só é controlado em 30% a 40% dos pacientes quando se expande e atinge os tecidos vizinhos ou se alastra pelo organismo. Daí a importância em identificar precocemente a doença, mas para que isso aconteça, todo homem com mais de 45 anos (ou mais de 40 anos quando existem casos familiares) deve realizar anualmente o toque da próstata e a dosagem no sangue do chamado antígeno prostático específico (PSA).
A presença de câncer da próstata deve ser cogitada quando o toque revela áreas endurecidas na glândula ou quando os níveis de PSA são elevados. Para se obter uma maior eficiência, ambos os testes devem ser executados conjuntamente. O diagnóstico é confirmado por meio da biópsia prostática, que é realizada através da ultrassonografia transretal, procedimento este que pode ser realizado com anestesia local.
No planejamento do tratamento do câncer da próstata, deve-se levar em conta principalmente a extensão da doença. Pacientes com tumores restritos à glândula são tratados com cirurgia (prostatectomia radical) ou com radioterapia (externa ou braquiterapia) e quando o tumor estende-se para os tecidos vizinhos ou para outros órgãos, costuma-se indicar o tratamento hormonal. A terapêutica hormonal é também utilizada em casos mais simples, quando se deseja poupar o paciente de procedimentos mais agressivos. Felizmente, a maior conscientização dos homens (e de suas esposas!) e a generalização dos exames preventivos produziram uma mudança no perfil de apresentação da doença e atualmente, 70% a 90% dos pacientes atingidos têm o câncer confinado à glândula e, com isto, maior chance de cura.
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