Desigualdade social afeta prática de atividade física no Brasil segundo a ONU

Em relatório divulgado recentemente no Brasil, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) apresentou dados sobre o perfil da prática esportiva no país e também fez recomendações aos governos nas áreas de saúde, educação, esporte e desenvolvimento humano. Segundo o estudo, a desigualdade social no Brasil afeta a prática de atividade física e revela que 70% da população não pratica esportes com regularidade.

Intitulado "Movimento é Vida: Atividades Físicas e Esportivas para Todas as Pessoas" (Leia AQUI), o documento pontua que “realizar atividades físicas não se restringe somente a uma decisão individual, mas é também produto de como a sociedade pauta a vida coletiva”. Três fatores acabam sendo determinantes na decisão individual de praticar atividades físicas: tempo livre, recursos financeiros e valor cultural da atividade física para a comunidade.

De acordo com o estudo da ONU, 60% dos brasileiros que se envolveram com a prática de algum esporte pelo menos uma vez em 2015, possuíam renda igual ou superior a 5 salários mínimos. Em âmbito geral, esse dado cai para 37,5% da população. Local de maior índice de desenvolvimento humano (IDH) do país, o Distrito Federal apresentou as menores taxas de sedentarismo, já que metade da população afirmou que se envolveu com exercícios físicos no último ano, de acordo com o artigo.

Gráfico: Perfil de praticantes de atividades físicas e esportivas no Brasil

Outros dados reforçam o alerta da ONU à respeito da desigualdade social. Pessoas brancas praticam 12% mais atividades físicas e esportivas que pessoas negras. Além disso, brasileiros mais escolarizados apresentam um envolvimento três vezes maior que os menos escolarizados. Dentro desse panorama, as mulheres sem instrução são as que menos praticam, chegando a 57% a menos que a média da população adulta brasileira.

Dessa forma, o relatório da ONU recomenda:

- As políticas de promoção de atividades físicas e esportivas não podem estar focadas somente na responsabilização individual e na mudança de comportamento. Diversas condições estruturais causam impacto nessa prática. Assim, as políticas devem corrigir desigualdades, bem como pensar em soluções sistêmicas, com ênfase na participação e no controle social.


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