Ejaculação Precoce
A ejaculação precoce (EP), também conhecida como ejaculação prematura, é o problema sexual mais comum em homens afetando 20-30% deles. Ela afeta a auto-estima do homem e pode se transformar num problema de ereção.É caracterizada pelo déficit do controle voluntário sobre a ejaculação. Esse descontrole deve ser persistente, repetitivo e causar sofrimento acentuado ou dificuldade interpessoal. Alguns pesquisadores da área definiram a ejaculação precoce como a capacidade do homem ejacular dentro de dois minutos após a penetração; entretanto, uma pesquisa realizada por Alfred Kinsey nos anos de 1950 demonstrou que três quartos dos homens ejacularam dentro de dois minutos de penetração em mais da metade de suas relações sexuais. Hoje a maioria dos terapeutas sexuais entende a ejaculação precoce como o déficit do controle sobre a ejaculação, interferindo com o bem-estar sexual ou emocional de um ou ambos os parceiros.
As causas fisiológicas são extremamente raras e controversas, principalmente quando se fala em hipersensibilidade da glande ou alto reflexo ejaculatório. Portanto os fatores emocionais e de condicionamento é que são realmente considerados pelos especialistas.
Existem teorias ainda hipotéticas que apontam para predisposição genética e um distúrbio no receptor 5-HTT (responsável pela reabsorção da molécula de serotonina pelos neurônios). Muitos especialistas acreditam que, além de demonstrar pressa nas preliminares e antecipar a penetração, os "rapidinhos" também apresentam um grau de ansiedade elevado em outros setores da vida. E essa ansiedade é retroalimentada pela ejaculação precoce.
Atualmente, o problema é tratado com psicoterapia, com farmacoterapia ou com uma combinação das duas. Há dois tipos de ejaculador precoce: o primário, que apresenta a disfunção desde o início da vida sexual, e o secundário, aquele que adquiriu o problema depois de ter tido relações satisfatórias por alguns anos. O tratamento medicamentoso nos casos secundários geralmente é mais eficiente que nos primários. Mas a combinação entre
as duas terapias costuma ter mais sucesso. Antidepressivos em baixas doses são muito utilizados para tratar esse tipo de disfunção. São utilizados principalmente os antidepressivos do tipo ISRS (inibidores seletivos de recaptação de serotonina), que apresentam menos efeitos adversos.Os antidepressivos baixam a ansiedade, condensam as secreções e diminuem a excitabilidade.
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