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Disfunção Erétil e Fatores de Risco

 

 

A incapacidade de conseguir uma ereção satisfatória é sem dúvida um medo que assombra o homem. Cerca de 47% dos homens brasileiros apresentam algum grau de disfunção erétil (DE) de acordo com o estudo coordenado pelo Projeto Sexualidade (ProSex) e pelo Instituto Osvaldo Cruz em sete Estados brasileiros em 2000.
Mas quem corre maior risco de ter o problema?
Os motivos psicológicos talvez sejam o principal vilão. Eles estão sempre presentes, acompanhando e agravando os casos. Estresse, ansiedade, depressão e medo do fracasso são fatores campeões de casos de DE.
Em segundo lugar vem o diabetes. Estudos revelam que de 27% até 75% dos homens diabéticos podem apresentar problemas de DE. A doença destrói aos poucos as terminações nervosas e a microcirculação do organismo e esse efeito compromete o funcionamento das artérias penianas, responsáveis pelo transporte de sangue que preenche os corpos cavernosos do pênis, viabilizando a ereção.
Problemas como hipertensão arterial, dislipidemia (aumento do colesterol), infarto do miocárdio, doenças cardiovasculares e arteriosclerose, também levam ao comprometimento arterial na região do pênis.
O uso de certos medicamentos são responsáveis por quase 25% dos casos de DE, principalmente as drogas anti-hipertensivas e os agentes psicotrópicos.
Hábitos como o alcoolismo crônico, o tabagismo e o uso de drogas (principalmente a cocaína e a maconha) são incompatíveis com relação sexual saudável.


Distúrbios hormonais como o hipogonadismo (baixos níveis de testosterona) e hipotireoidismo também podem infuenciar na capacidade de ereção.
O avanço da idade aumenta o número de homens com DE. Entre 40 e 49 anos de idade, 39% dos homens têm algum grau de DE e entre 60 e 69 anos, a taxa aumenta para 69%.
Existem doenças do pênis,como lesões arteriais (pós trauma ou prostatectomia radical), priapismo e doença de Peyronie que interferem diretamente nas ereções.
Outros problemas de saúde que podem levar o homem a experimentar um quadro de DE são: esclerose múltipla, doenças neurológicas, neoplasias, obesidade, vasculopatias, sintomas urinários, radioterapia pélvica, acidente vascular cerebral, mal de Parkinson e de Alzheimer.

 

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